segunda-feira, 11 de abril de 2011

A arte do Egito no tempo dos Faraós

Entre os meses de maio e julho a cidade de São Paulo será palco da exposição pioneira. Trata-se da mostra "A Arte no Egito no Tempo dos Faraós", em que pela primeira vez estarão expostas no Brasil 56 peças da milenar civilização do Egito Antigo, trazidas diretamente do acervo do Museu do Louvre em Paris.




A exposição faz um panorama da arte durante 3.000 anos de uma das primeiras civilizações da história.
Inserido no contexto do Modo de Produção Asiático, o Egito antigo conviveu com as outras civilizações localizadas nas proximidades do Mediterrâneo Oriental consideradas as primeiras da história, como as que se desenvolveram na Mesopotâmia e na Palestina, além de fenícios e persas.
O estudo da história egípcia nos tempos modernos, começou com a descoberta da pedra de Rosetta e a interpretação dos hieróglifos pelo historiador francês Jean François Champollion (1790-1832), que em 1826 pediu ao rei Carlos X, da França, para começar uma coleção de antiguidades egípcias no Louvre, que hoje conta com mais de 60 mil itens.



A evolução política do Egito tem como antecedente a formação dos nomos (pequenas unidades políticas formadas pelas comunidades sedentarizadas nas margens do rio Nilo), que se unificaram formando dois reinos distintos no sul e no norte.
Por volta de 3200 a.C. o faraó Menés conseguiu unificar os dois reinos, estabelecendo a capital em Tinis, o que marca o início da fase do Antigo Império Egípcio. Nessa fase, entre 2700 e 2600 a.C., foram construídas as gigantescas pirâmides de Gizé, atribuídas aos faraós Queóps, Quefrém e Miquerinos e a capital do império foi transferida para Menfis.
Após um breve período em que perderam parte do poder para os nomarcas, os faraós voltaram a se fortalecer, iniciando o Médio Império, que partindo da nova capital Tebas, conquistou a Palestina e a Núbia. Esse período é também marcado pela chegada dos hebreus em 1800 a.C. e pela invasão dos hicsos, que dominaram o Egito até o início do Novo Império em 1580 a.C.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras terá mais um turno de visitação no Planalto

A exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras, que desde o dia 24 de março está aberta à visitação no segundo andar do Palácio do Planalto, terá mais um turno de visitação. Agora, o público poderá também conferir a mostra das 18h às 20h, além do horário convencional das 10h às 16h, até o dia 5 de maio, nos dias úteis e nos finais de semana. Só no último sábado (dia 2), 446 pessoas visitaram a exposição, que é gratuita.
O acervo é composto por obras do século 20, de artistas que se destacaram na luta pela emancipação e inserção da mulher no movimento cultural. São expostas obras de Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, pela contribuição que tiveram para a conquista do voto popular feminino, a partir de 1934. Os organizadores do encontro ressaltam que elas “deram uma sólida e constante contribuição para a participação da mulher na arte brasileira”, de acordo com inscrição exposta na entrada da exposição.
São dezenas de quadros, muitos das primeiras décadas do século passado, que integram o acervo da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, do Museu de Arte Brasiliense, do Museu Nacional de Belas Artes, do Museu Nacional Castro Maya, Museu da República e Museu de Arte Brasileira, instituições responsáveis pela preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Cerca de um quarto das obras, na entrada da exposição, retratam a imagem de mulheres. São pinturas, esculturas, obras em cerâmica, desenhos, gravuras, fotografias e tapeçarias. Há trabalhos de Tarsila do Amaral, Djanira, Anita Malfati, Georgina de Albuquerque, Noêmia Mourão, Collete Pujol, Lygia Pape, Mira Schendel, Tomie Ohtake, Edith Behring e Renina Katz.